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  • Jefferson Negreiros

O que você pensa sobre sua vida?

Muitos de nós achamos que a vida não tem muito sentido, ou que os sentidos da vida se baseiam em trabalho, estudos, casa, casamento, dinheiro, conseguir pagar todo mês seu aluguel, suas compras parceladas, e quando chegar o final de semana se ocupa em ficar deitado, vendo filme e descansar. Até aqui não há nenhum problema, desde que isso não se torne um sofrimento ao longo do tempo.


Você não acha que a vida é muito mais que isso? Todos esses processos é o que você faz, e não o que você é! Quando nos movimentamos a vida se transforma e passa a movimentar também. A busca da felicidade é sempre constante, nunca é permanente, então se hoje você não encontra sentido na sua vida, o responsável por ela é somente você. Cada ser humano é singular na sua própria história, e individualmente dá sentido às coisas e ao mundo.  


Certamente assisti a um filme que mostra sobre mudanças, mas quando falo mudanças, se torna muito superficial não é! Pois bem, toda mudança requer sacrifícios, muitas das vezes dolorosos, e pra que isso ocorra é necessário passar por dúvidas, sofrimento, ansiedade, ruínas até chegar à nova mudança se assim posso dizer, por exemplo, um monumento quase que em ruínas, ao notarmos, vemos que não tem a mesma utilidade que havia há um tempo, e hoje outra utilidade, como exemplo, ponto turístico; É a mesma forma se olharmos para nossas vidas, no passado tínhamos outras percepções, outro estilo, outros pensamentos e hoje não é a mesma, mas claro, sempre com a mesma base, digo base no sentido de estrutura de pensamento, do eu interior, personalidade, se quer mudar sua vida, precisa encarar as mudanças e estar aberto a elas! Pois toda mudança requer um pouco de sofrimento.


Falo assim e parece ser uma forma muita fácil não é! Mas caro leitor, não irá encontrar em nenhum lugar, livros, dicas de auto-ajuda, um manual para o seu sucesso pessoal na vida. A nova percepção da vida vem com a experiência, com a vivência, e estar aberto a varias possibilidades. Tudo é uma questão de percepção, você não acha?

Por exemplo, se ficar em frente a uma estante, a primeira coisa que poderá ver é à frente dela certo? É muito mais fácil, e menos trabalhoso que mudar nossa visão para ver outras formas. Agora entende o que quero que entenda nesse texto?


Se nessa mesma estante desviarmos nosso olhar para o lado esquerdo ou lado direito, vamos ver outras possibilidades. Agora se conseguir, e estiver disposto a mudança, aberto a mudança ou possibilidades, poderá arrastar a estante e olhar o verso dela, onde é mais difícil ainda. Metaforicamente falando, quando arrastamos a estante, notamos que há teias de aranha, poeiras e até objetos que derrubamos, e quando temos uma grande família, eles também derrubam objetos atrás dela.


Oras, onde quero chegar! Note que nesta ilustração da estante, podemos compará-la com nossas vidas. Atrás da estante, é uma percepção, uma memória, um sentimento que está encoberto, isso mesmo, encoberto por nós mesmos, pois é difícil de arrastar a estante (autoanálise), ver as marcas que deixaram em nós (objetos jogados) então passamos a viver e fechar os olhos para o desconhecido, muitas das vezes por medo, por insegurança, e como muitos dizem: “- Não devo mexer com o que está quieto!”


Mas será que está quieto mesmo? Se estivesse guardado e quieto, você mencionaria tal assunto? 

Sabemos que o passado, não há hipótese nenhuma de voltar atrás e modificá-lo, mas somos capazes de dar um novo resignificado ao passado e viver mais tranquilamente e de forma própria. Não vou mentir a vocês que arrastar a estante (analise pessoal) tirar as teias, a poeira, os objetos (pensamentos ruins, ocorrências indesejadas, experiências ruins, é um processo simples e fácil, é um processo demorado, muitas vezes doloroso, mas que também necessário. Por que o passado, sejam eles seus pensamentos, experiências entre outras, acaba de certo modo surgindo em nossos pensamentos no aqui e no agora! E muitas pessoas não gostam de viver com esses sentimentos e pensamentos que surgem ao longo da vida.

Uma frase que gosto muito do Filósofo Jean Paul Sartre, onde diz que: “O ser não é reflexo da sua história, mas é determinado pela história e ao mesmo tempo responsável por ela. É uma singularidade que filtra as determinações gerais desta responsabilidade libertadora, que não deve abdicar-se.”


Você é e sempre será responsável pela sua vida e quando esta bem consigo mesmo acaba acrescentando de alguma forma a vida das pessoas ao seu redor, pois onde quer que passe, independente do que ofereça, seja um conselho, uma conversa, um olhar, um sorriso, amor, carinho, acolhimento, já será o suficiente para quem precisa sentir acolhido em momentos difíceis.

Então busque significados para sua vida, não a desperdice com coisas que não são relevantes, você não se resume em apenas sucesso no trabalho, em pagar suas contas, e etc, isso é somente o que você faz e não o que é! Você é capaz de muitas coisas, basta ampliar seu campo perceptivo. Cuide-se, viva e respira!


Referências  CAMON, Valdemar A.A. (org) Psicoterapia Fenomenológica-Existencial, São Paulo, Cengage Learning, 2013. 

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