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  • Jefferson Negreiros

O que te impede de dizer EU TE AMO

Atualizado: 25 de Nov de 2018

Amar é um não sei quê, que vem não sei de onde; nasce não sei como: contenta-se não sei com quê; sente-se não sei quando; e mata não sei por quê.” (Ovídio)




Analisando a citação acima de Ovídio, vamos pensar sobre ela! O amar é um não sei que! Amar não tem uma explicação tão racional, sabemos falar dela, mas quando de fato não sabemos explicá-la, apenas que sentimos. O amor ultrapassa qualquer limite, falo aqui de limite no sentido de: doar-se constantemente a quem ama, estar ao lado da pessoa amada, de cuidar, de compreender, de respeitar seu espaço, é uma incondicionalidade.


Incondicional, é que não depende de, não está sujeito a qualquer tipo de condição, restrição ou limitação. É como uma mãe expressa seu amor ao filho, não depende de nenhum fator para amá-lo, simplesmente ama e sempre irá amá-lo, independente de qualquer condição.   O estar ao lado da pessoa amada, relações amorosas parecem ser um caminho onde o homem se realiza e se transforma continuamente. (OLIVEIRA, 2013)

Estudos mostram que o sexo é uma complementação para uma condição absoluta para que na relação amorosa se sintam completos, realizados e perfeitos. Embora existam as diferenças, um sem o outro parece não ter nenhuma utilidade, e a vida acaba perdendo o sentido, segundo estudos de Badinter. (OLIVEIRA, 2013)

Não quero de forma alguma levantar dúvidas ao leitor, referente à complementaridade de formar um relacionamento, pois existem pessoas que optam em não ter relacionamentos amorosos, mas possuem sentimos de amor como, por exemplo, seus pais, seus familiares.

Amar não é sempre ter desejo erótico com o outro, o amor está atrelado também ao desejo, mas o desejo também não é uma experiência erótica que podemos entender no campo das idéias, está compreendida apenas em um elo cego de um corpo a outro. Diferente da sexualidade, onde é um processo autônomo e que revela uma interação corporal e psíquica que ambos se expressão de forma recíproca. (Oliveira, p. 60, 2013).


Quando estamos envolvidos com uma pessoa, relações amorosas, o que passa a acontecer, segundo Oliveira, 2013, é semelhante ao processo de desejo (elo cego entre um corpo ao outro) é que a pessoa que ama quer possuir não somente um corpo, mas sim um corpo animado por uma consciência. Mas o que é essa tal consciência? É a abertura do outro que está disposto a amar!

Amar é transcender o corpo e a subjetividade do outro, é um fenômeno que o autor chama de intersubjetividade, é a relação de ambas as subjetividades.

O indivíduo que ama, deseja estar presente na vida do outro, e mostra essa intenção por diversas maneiras por um apelo mútuo como: palavras, gestos, olhar, um pedido e etc. E muitas vezes o individuo descobre esse apelo não com palavras, segundo Luijpen, 1973, mas sim pelo que é mostrado ou velado.